quarta-feira, maio 11, 2016

Redução de vagas no curso de Enfermagem: ESEP dá o exemplo!

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Há pouco tempo li que a Bastonária da Ordem dos Enfermeiros defendeu o encerramento de 30% das vagas no curso de Enfermagem. Mas... o que fez para operacionalizar a intenção?! Nada. Contudo, o seu mandatário... fez!
O Prof. Paulo Parente, Director da Escola de Enfermagem do Porto, está perfeitamente de acordo. É por isso que na sua Escola as vagas (314!) são para manter
Justificação? - "Disponibilizar uma oferta formativa voltada para as necessidades dos candidatos e das instituições de saúde"!

domingo, maio 08, 2016

Assembleia Geral da Ordem dos Enfermeiros 2016!

Já decorreu aquela que foi a primeira Assembleia Geral Ordinária da Ordem dos Enfermeiros, em 2016 (que muitos afirmam ser ilegal).
Num mau ambiente, austero, desconhecedor e anti-democrático, foi vedado aos colegas a sua participação.
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Pela primeira vez foram censuradas todas as propostas, dúvidas, discussões e sugestões dos Enfermeiros.
Inadmissível para uma Ordem que afirmava "que estava com os Enfermeiros". Um facto interessante (e também inédito): o Presidente da Mesa desconhecia o regimento... da própria Assembleia!!! Inacreditável! Está lançado o princípio do fim!
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Porém, desta vez não farei qualquer narrativa ou descrição sobre esta Assembleia. Prefiro deixar que os colegas o façam. Assim, deixo aqui um conjunto de recortes de declarações públicas que extraí do facebook
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(Clicar duas vezes para ampliar e ler)
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terça-feira, maio 03, 2016

Nasceu numa proveta...

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Foi publicado, no dia 15/04, o Decreto-Lei que implementa a carreira especial de Técnico de Emergência.
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Tem um disposto muito interessante e prevê questões circunstanciais, tais como a moderação de trabalhos (coisa que nem na própria carreira de Enfermagem consta) e um incremento salarial em 2017.
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Tudo o que concerne ao conteúdo funcional fica ao arbítrio da entidade formadora, neste caso, o INEM. Uma particularidade: se o ditos Técnicos vão praticar actos de Enfermagem, porque não ficam sob a alçada dos Enfermeiros?! Estranho.
Durante mais de uma década, este problema dos Técnicos de Emergência foi contido por vários factores, sobretudo pelo trabalho desenvolvido pela Ordem dos Enfermeiros (com providências cautelares e processos judiciais).
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Em 2016, instaladas as fragilidades na defesa dos interesses dos Enfermeiros (que indiscutivelmente coincidem com os dos cidadãos!), foi possível abrir a brecha que permitiu tudo isto.
O que torna tudo isto preocupante é o silêncio da Ordem dos Enfermeiros, sobretudo se pensarmos (e relembrarmos) que o Pré-Hospitalar é uma das áreas-chave das promessas deste mandato!
Ao silêncio da Ordem, junta-se o silêncio sindical. Calados, a ver o futuro a acontecer.

sexta-feira, abril 29, 2016

E agora?

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É interessante, mas pouco produtivo. Aqui, o inédito é que todos os intervenientes reuniram na sede da Ordem dos Enfermeiros, apenas.
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Basta raciocinar com objectividade e clareza: as outras Ordens não vão resolver a questão das dotações dos Enfermeiros e, muito menos, vão acompanhar o nosso exercício profissional.
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Quanto à colaboração entre OE, IGAS e ERS, a mesma não é novidade. Já em 2015, Ordem e IGAS faziam visitas institucionais em conjunto e a Ordem e a ERS tinham uma parceria cimentada. 
Agora, resta aguardar.

#adormirdeolhosabertos

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No início de Abril, a Ordem dos Enfermeiros afirmava com pujança: "Contratação de enfermeiros sim, mas rápida - defende a OE perante anúncio do Ministro da Saúde".
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O Governo respondeu com a revogação do Despacho que permitia a agilização as contratações de Enfermeiros (vulgarmente conhecido como o Despacho das contratações urgentes)!
Assim, a partir de agora o processo volta a ficar lento, moroso e condicionado na decisão e aval do poder central. E a Ordem... calou-se.
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Ps: o Dr. António Costa e o Prof. Marcelo Rebelo de Sousa, em campanha, não se apresentaram num vídeo a declarar apoio à classe de Enfermagem?

terça-feira, março 22, 2016

A "nova era da Enfermagem" ?

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"Um momento histórico" - dizem os Técnicos de Ambulância do INEM (ameaçaram com um greve geral, sem cuidados mínimos).
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Ao que consta, esta quinta-feira, vão ser equiparados a profissionais de saúde e ver a sua carreira concretizada, com um aumento salarial (mais de 7%) e de funções (já podem puncionar, administrar fármacos e intubar?) - ver carreira dos Técnicos de Emergência, aqui.
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Afinal, o Presidente do Sindicado dos Enfermeiros, Enf. José Azevedo, tem razão! Isto só lá vai com um greve geral, sem cuidados mínimos ou preocupações. É uma questão de força bruta!
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Entretanto, o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses sempre pode aprender como se faz. É uma questão de solicitarem um estágio não remunerado para aprender com os Técnicos. Eles nem precisaram da CGTP!!
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Por outro lado, à Ordem dos Enfermeiros, que, ao longo destes 18 anos, nunca teve tantos membros estatutários a exercer funções no pré-hospitalar: ao que parece, quinta-feira, a senhora bastonária vai ter o seu momento histórico, ao assistir à consagração de funções de Enfermagem em Técnicos, cujo requisito para admissão à categoria é o 12º ano de escolaridade!
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Em suma: os Enfermeiros exercem 40 horas semanais (remunerados como 35h), vão ser usurpados, não têm aumento salarial e não têm nova carreira. Deve ser a tal "nova era da Enfermagem" que tanto ouvi durante as eleições para a Ordem dos Enfermeiros!

Só não há dinheiro para os Enfermeiros!

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Fazer dos Enfermeiros estúpidos, não! 
Continua a publicação de concursos para a progressão na carreira médica. Foi publicado mais um concurso para Assistente Graduado Sénior (destinado apenas a Assistentes Graduados, portanto, já especialistas).
As funções são as mesmas, muda apenas a denominação da categoria e o salário.
No mínimo, transitam para cerca de 4000 euros (os abrangidos pela 40h do acordo de 2012) ou cerca de 5000 euros (dedicação exclusiva).
Refiro-me apenas aos valores de entrada na grelha, ou seja, os mínimos - reitero.

sexta-feira, março 18, 2016

Deontologia Profissional em Saúde.

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Numa altura em que tanto se discute sobre a profissão, estratégias e futuro, esta conferência parece-me muitíssimo interessante e pertinente para uma alicerçamento estruturado e maduro da Enfermagem.
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Inscrição e informações, aqui.

quarta-feira, março 16, 2016

Milagres (contabilísticos)!

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Noruega: o único país de mundo que duplicou milagrosamente os rácios num espaço temporal de 365 dias, tem apenas 26% de Enfermeiros na rubrica que classificam como "rácios de Enfermagem".
Os profissionais mantiveram-se, mas mudaram as fórmulas matemáticas de contabilização.

Rácio não é sinónimo de dotação!

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Rácios. Há quem ter a perfeita consciência de que mais profissionais significa menores salários. 
Notem que rácio não é sinónimo de dotação.

domingo, março 06, 2016

Estranhos fenómenos.

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Nos passados dias 4 e 5 de Março decorreram as várias Assembleias nacionais dos Colégios de Especialidade da Ordem dos Enfermeiros. Estes eventos estiveram... desertos!
A Especialidade mais concorrida foi, como sempre, a de Reabilitação - cujo Presidente é o Enf. Belmiro Rocha - com 33 Enfermeiros presentes.
Algumas especialidades tiveram...11 presenças!!
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Não forneço respostas, mas lanço perguntas:
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1 - Que conclusão podemos retirar com as Assembleias a baterem recordes de incomparências?
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2 - Os Enfermeiros (onde estão eles?) revêem-se nesta Ordem?
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3 - Porque não compareceu a Bastonária à sua própria Assembleia!?
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4- Apenas dois ex-candidatos ao cargo de Bastonário estiveram presentes: Enf. José Carlos Gomes e o Enf. Alexandre Tomás. Onde estão os outros (Enfs. Sérgio Gomes, Lúcia Leite, etc.)?

quarta-feira, março 02, 2016

Sem comentários (outra vez).

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(Clicar para ampliar e ler)


Sem comentários.



Mais uma.

Foto: Ordem dos Enfermeiros
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A Ordem dos Enfermeiros reuniu-se com os sindicatos de Enfermagem. Até aqui não há novidades. Nos últimos anos aconteceram algumas. A novidade é que agora a notícia é só composta por fotos (bonitas). 
Não há texto. Não se sabe o que se discutiu. Não foi produzido nenhum documento de consenso (tornado público). 
Só fotos.

sexta-feira, fevereiro 19, 2016

Enfermeiros versus Apanhadores de fruta!

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Apanhadores de fruta versus Enfermeiros. Existem empregadores que oferecem 2 €/hora aos Enfermeiros.
O problema tem uma solução simples, mas aparentemente difícil. Ao que parece as empregadas de limpeza conseguiram operacionalizar uma solução. Os Enfermeiros não. Uma vez que não é possível estabelecer honorários mínimos e as curvas da oferta/procura estão em franco desequilíbrio (contra nós), a solução passa pela não aceitação da proposta. Portanto, são os próprios Enfermeiros que dispõem do ónus negocial. 
A opção por outras soluções profissionais temporárias consubstancia-se como a mais ponderada (e acarreta muito menos responsabilidade). Convictamente, é preferível ganhar 8, 9 ou 10 €/hora como profissional das limpezas do que 2 € como Enfermeiro...
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Hipoteticamente, se ninguém aceitar abaixo de 20 €/hora, as ofertas teriam de subir. Princípio económico básico. Notem que os Enfermeiros gozam de uma vantagem relativamente às empregadas de limpeza, canalizadores, etc - dispõem de organizações/entidades agregadoras que, teoricamente, lhes permite a concertação de preços pelas vias informais dos bastidores.
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Um amigo meu, proprietário de plantações de fruta, paga 6,5 €/hora (mais alimentação) a pessoas sem escolaridade para o simples acto da apanha da fruta. Em tempos ofereceu 3... 4... 5 e 6 €/hora, mas nunca tinha candidatos. Corporativamente, é melhor ser apanhador de fruta do que Enfermeiro?!?

Os Enfermeiros perdidos nos caminhos da comichão.

Se os Enfermeiros têm pruridos conceptuais e filosóficos, outras classes profissionais não. 
Está lançada a primeira pedra para a extensão do acto farmacêutico e o reforço da sua presença no sistema de saúde.
Não se espantem, colegas, se a médio prazo, enquanto preparam e administram terapêutica (e realização de pensos), estiver, ao alto e de braços cruzados, um Farmacêutico a tomar conta de vós e a orientar o vosso trabalho.
Será mais um passo rumo à pura execução, quase acéfala, sem dimensão teórica ou decisão. Cada vez mais longe de um salário digno, porque, como sabem, independentemente do exercício profissional árduo e penoso, os trabalhos de pura execução são mal remunerados.

segunda-feira, fevereiro 15, 2016

Onde estão os concursos para a categoria de Enfermeiro Principal?!

(Imagem do Jornal Expresso - 30 de Agosto de 2014)
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Questão do dia: porquê é que não abrem concursos para Enfermeiro Principal?
É que basta olhar para o DR, para constatar a abertura - em barda - de concursos para os mais variados graus e categorias da carreira médica!!

Miopias!

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"Enfermeiros ‘fogem’ dos hospitais" link
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Atentem bem às declarações da Presidente da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares, Margarida França.
As questões de Enfermagem são sempre desvalorizadas. Se fossem outros profissionais, bastava um abandono e já se apelava de "êxodo", nos Enfermeiros, milhares estão a rumar (ou a tentar rumar) e a Drª. Margarida França ainda não tinha reparado no fenómeno! 
Conclusão: os Enfermeiros (muito mal remunerados) estão a sair e a Senhora Presidente está a dormir.

sexta-feira, fevereiro 12, 2016

Enfermeiros, esses mártires.

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Há algum tempo atrás, no meio da euforia do regresso geral às 35 horas, lancei um aviso sobre a sua quase certa inexequibilidade relativamente aos Enfermeiros. Não foi uma simples interpretação das orientações (fontes fidedignas são cristalinas).
Ainda se seguirá uma novela do regressa/não-regressa (para entreter os Enfermeiros), seguido de um... "afinal é inconcretizável, lamentamos!".
Porém, está lançada a ante-estreia da novela, para ver como reagem as massas... 
Para já o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses está preocupado com a CGTP... ...e o Sindicato dos Enfermeiros já percebeu que a própria central sindical UGT abandonou os Enfermeiros!!!

"#deolhosabertos"

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Está lançado o mote! (Recordo que neste momento todos os Enfermeiros que auferem 1201€ na Administração Pública, roçam o limiar do valor/hora dos 6€).
Temos, portanto, declarações prometedoras!
Carl Sagan diria: afirmações extraordinárias exigem acções extraordinárias!
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Ps: #declaracoesprometedoras

quinta-feira, fevereiro 04, 2016

Promessas do Governo: ponto de situação.

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A Esquerda, socialista, comunista, que tanto defendia as carreiras da Administração Pública, não foi honesta e transparente.
Comprometeu-se com o povo, mas agora parece que teve de se comprometer com a Europa... e deixou o povo para trás.
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Os Enfermeiros vêm as suas carreiras congeladas há mais de 10 anos e assim vão continuar. A este ritmo, haverá quem termine a carreira no primeiro escalão!
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Sobre as 35 horas... nada! À medida que o tempo passa, a medida torna-se cada vez mais inexequível e difícil de operacionalizar.
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Sobre a revisão da carreira de Enfermagem... zero.
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Sobre a revisão das contratações e dotações de Enfermagem... zero.

sns.gov.pt

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"Assim, é dada ao utente a possibilidade de escolher qual o hospital a que se deve deslocar para ser atendido com a maior brevidade possível." link
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O novo portal para informação sobre tempos de espera nos serviços de urgência parece uma boa medida, mas está subvertida à partida. Não soluciona nada, apenas perpetua o problema. Um (verdadeiro) serviço de Urgência deve atender apenas os episódios urgentes/emergentes. Se os utentes dispõem de tempo para consultar, na internet, os tempos de espera, algo me diz que não se trata de um verdadeira urgência (excepção feita às vitimas de encarceramento, que, enquanto esperam pela sua extracção, sempre podem fazer uma consulta online e estabelecer as melhores opções para o respectivo encaminhados!!)
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O facto de necessitarem de uma assistência breve (no próprio dia, admito), não significa que devam recorrer ás urgências. A aposta deve recair em alternativas de atendimento célere (consultas abertas, por exemplo). Assim, já seria tolerável (e muito bem-vinda) a accountability no que concerne aos tempos de espera. Porque se os utentes recorrem às urgências para uma simples consulta, agora vai mal.

sexta-feira, janeiro 29, 2016

11,616 euros.

Os Enfermeiros auferem vencimentos ridículos. É-lhes solicitado cada vez mais trabalho e responsabilidades em troca de um magro vencimento.
Para ilustrar, publico aqui o talão de vencimento de um amigo, Médico, que se disponibilizou para o efeito.
É apenas mais Médico do SNS, especialista, que cumpre o seu horário, horas de banco, prevenções e tem uma cama para dormir (a qual não contesto). Inexplicavelmente, o seu talão tem um belo conjunto de adicionais, que a Administrações não têm qualquer problema em pagar!! 
No mês em questão, auferiu 11,616 euros brutos.

Truques escondidos?

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Hoje é greve geral e os Sindicato dos Enfermeiros Portugueses aderiu. Exigem a reposição das 35 horas semanais (quem não exige?) e a sua extensão para toda a classe (incluíndo CIT's).
Por sua vez, o Ministro da Saúde já veio afirmar que no sector da Saúde esta reposição será operacionalizável, apesar de, pese o facto, para o efeito, será necessário proceder a contratações para colmatar a escassez subsequente.
Ora, sendo do domínio comum a elasticidade e permissividade dos Enfermeiros relativamente à deterioração das suas condições de trabalho, é possível que a proposta se uma reposição faseada.
Assim, os Enfermeiros sem se aperceberem acomodar-se-se à redução de profissionais, sendo necessário apenas um conjunto de contratações mínimas compensatórias.
Apesar de todo, o Ministério da Saúde não solicitou às várias instituições de saúde qualquer informação concernente aos recursos humanos de Enfermagem, o que equivale a afirmar que não há rigor nas propostas nem nas medidas.

Diferenças sindicais.


Os Sindicatos Médicos reúnem-se, tomam posições conjuntas, delineiam estratégias e planeiam em comum. 
Os Sindicatos dos Enfermeiros digladiam-se, sonegam informações mutuamente e divergem de forma sistemática. 
O associativismo sindical em Enfermagem carece de evolução para outro patamar.

segunda-feira, janeiro 18, 2016

Suplementos remuneratórios: a reposição.

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Muitos colegas têm questionado acerca da reposição das percentagens dos suplementos remuneratórios (o DL 62/79 que os determinam tem mais de 30 anos).
Como bem se recordam, o Governo PSD impôs (temporariamente, afirmaram!) uma redução dos suplementos (pagamento das chamadas "horas de qualidade") para metade. Quando serão repostos? Com muita mágoa e vergonha não é possível ler ou observar qualquer alusão a essa matéria por parte dos nossos sindicatos.
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É preciso os Enfermeiros recorrerem ao Sindicato dos... Médicos (uma vez que ambas as profissão são reguladas pelo mesmo DL) para nos inteirarmos das novidades. Desconheço se se deve à incompetência ou à inabilidade para a comunicação no seio intra-classe. 
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Novidades, aqui.
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Ofício ao Ministro da Saúde (tem um erro - no fim, onde se lê "72/69", deve ler-se "62/79"), aqui.
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Como eram os suplementos remuneratórios e como são agora, aqui.

sábado, janeiro 16, 2016

Regresso às 35h: esquemas e areia.

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Num momento em que se discute o regresso às 35 horas semanais, eu tenho as minhas reticências, no que concerne à Enfermagem. Até porque este me parece um processo atabalhoado (muitíssimo bem-vindo, mas atabalhoado).O próprio Ministro das Finanças referiu que não existe qualquer estudo de impacto económico!
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Há aqui algumas questões que me preocupam. A tal "negociação sector-a-sector" (a que o PS obriga), revela que a medida não será universal e terá excepções. Se a este raciocínio adicionarmos o facto do sector das Saúde ser um dos mais deficitários em termos de recursos humanos, rapidamente tiramos as respectivas ilações e as suspeitas tomam corpo.
Não podemos esquecer que por cada 7 Enfermeiros a regressar às 35 horas, terá de ser contratado 1 Enfermeiro. Isto compreende custos!! A não ser que… atirem areia para os olhos dos Enfermeiros e transformem isto num processo gradual, modelando a organização dos serviços e a adaptação à escassez de Enfermeiros.
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Note-se que esta é a única forma da medida não ter o tal impacto económico que o Governo pretende.
Outra questão: se, eventualmente, os Enfermeiros regressarem às 35 horas, como ficam os CIT’s de 40 horas? Perpetua-se esta desigualdade anti-constitucional?
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Em suma, percebe-se, com cada vez mais nitidez, a possibilidade dos Enfermeiros serem uma excepção ao regresso às 35 horas e como tal, o problema, no seio da nossa classe, deve ser tratado e acautelado de forma diferente; e aqui, neste ponto em particular, não tenho assistido a nenhuma intervenção sindical.
Espero estar completamente errado.

terça-feira, janeiro 12, 2016

Enf. Ana Rita Cavaco nos Prós e Contras.

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Acabei de assistir ao Programa Prós de Contras, da RTP, que cuja temática versou sobre a organização dos hospitais. Contou com a presença da futura Bastonária, Enf. Ana Rita Cavaco, desta vez no próprio painel principal (e não com a presença na assistência).
É de realçar que é a primeira vez que um Enfermeiro é convidado para estar presente neste prestigiado espaço de debate televisivo. Há que reconhecer a vitória nesse sentido. Porém, não pude deixar de notar a falta de presença de personalidades importantes. Declinaram o convite? Estranho. Não vi o sempre presente Bastonário da Ordem dos Médicos, a representante do Administradores Hospitalares, o Ex-Ministro da Saúde, o actual Ministro da Saúde, etc. Estranho (outra vez).
No cômputo geral, a Enf. Ana Rita esteve calma e com uma boa capacidade em estruturar o raciocínio. Constatei alguma dificuldade em se impor e conciliar o seu discurso como a temática que estava em cima da mesa.
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Em nota próloga, sou obrigado a corrigir um pormenor da Jornalista Fátima Campos Ferreira: a Enf. Ana Rita ainda não foi empossada como Bastonária. Sê-lo-á no próximo dia 30 de Janeiro. Portanto, se não estava presente como Bastonária… estava como quê?
É apenas um dos meus preciosismo irrelevantes, admito. Em que qualidade foi convidada? Adiante.
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Não pude deixar de reparar que a sua primeira intervenção aconteceu após mais de meia hora de programa decorrido, justamente antes do primeiro intervalo, momento em que é absolutamente obrigatório a intervenção dos quatro elementos do painel. Aliás, de todos os elementos do painel, foi a que, lamentavelmente, menos tempo interveio. 
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Achei que boa parte das suas intervenções não estavam devidamente contextualizadas com o debate. Fico satisfeito por ter referido muitas vezes a palavra “Enfermagem” ou "Enfermeiros". No entanto, estas questões avaliam-se pela bitola qualitativa e não por critérios de quantidade, e devo dizer que neste âmbito fiquei desiludido.
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Ao primeiro segundo de antena, as palavras repetidas eram "faltam Enfermeiros". De tanta repetição, a certa altura, visivelmente, cansada da iteração discursiva, a própria Jornalista afirmou que já tinha percebido que havia falta de Enfermeiros! Parece-me que se os Enfermeiros querem ter credibilidade para estar presentes em discussões vitais do sector da saúde, não podem cair constantemente nestas iterações. No mínimo, devem introduzir o assunto de forma mais ajustada, para que o argumento se auto-valide e confira força à posição da pessoa (e não se perceba a avidez).
De grosso modo, percebi que independentemente do tema em questão, a Enf. Ana Rita Cavaco, levava meia dúzia de ideias-chave, interessantes para o ouvido, e que seriam obrigatoriamente aludidas.
Na sua primeira intervenção pública era imprescindível agradar os Enfermeiros.
Pese o facto, não posso deixar de ressalvar que a Enf. Ana Rita Cavaco, perdeu a maior oportunidade da noite. Deixo isto mais para o fim.
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Ponto 1 - "Faltam Enfermeiros".
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Argumentou com rácios da OCDE. Caros colegas, tenho reiterado desde sempre que os rácios da OCDE se consubstanciam como uma autêntica falácia argumentativa: estamos a comparar o incomparável. Isso pode ser muito prejudicial!
Vejamos: se recorremos aos rácios da OCDE - que, incluem, na sua contabilização de "Enfermeiros" todo o tipo de pessoal que de alguma forma tem alguma coisa a ver com a profissão: Enfermeiros, obviamente, mas também Técnicos e Auxiliares de Enfermagem - como forma de provar a escassez de Enfermeiros, temos de pensar em vários países com bons rácios, temos apenas 20% de Enfermeiros, incluídos nestes rácios. Os restantes são técnicos paralelos.
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Obviamente, um Ministro da Saúde atento (e essa pertinência está cada vez mais próxima), se irá interrogar: como é que os outros países conseguem rácios tão interessantes?! Chegará muito rapidamente à conclusão que esses rácios são meros produtos da engenharia estatística (cujo o objectivo é a agradabilidade politica). Se nós queremos rácios da OCDE, um dia vamos ter rácios da OCDE, mas… recorrendo à estratégia desses países: criando a figura do auxiliar de Enfermagem. Como será de esperar o efeito será paradoxal – ao invés de necessitarmos de mais Enfermeiros, essa necessidade decrescerá.
Por outro lado, há uma contenda importante: todos nós queremos melhores salários! Certo. Porém, temos de estar preparados para o facto dos salários variam de forma inversamente proporcional com o tamanho da classe. Ou seja, se o nosso desiderato é um classe muito numerosa, temos de estar preparados para os baixos salários. É incorrecto? É.
Todavia, em boa verdade e em consonância com a realidade, sabemos que o maior bolo da massa salarial é, tradicionalmente, desviado para a classe médica. O restante destina-se aos outros profissionais. Quantos mais profissionais existirem, menos caberá a cada um. Podemos observar objectivamente este fenómeno em imensos países. É um problema que teremos de estar preparados para lidar. É como uma manta. Se tapamos a cabeça, destapamos os pés e vice-versa.
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Ponto 2 - "Salários de 4 euros/hora".
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Não é novidade. Todos sabemos. É um problema discutido em praça pública inúmeras vezes, com várias figuras públicas a tomar partido dos Enfermeiros, bem como uma boa parte da população. O problema não reside no problema. Reside nas possíveis soluções.
A Enf. Rita Cavaco terá o próximo quadriénio para o resolver. A genialidade estará aí.
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Ponto 3 – "Desaparecimento dos Enfermeiros Especialistas".
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A este argumento respondeu Leal da Costa, que o seu Ministério foi pioneiro no processo de empoderamento (“upshifting” – termo meu) dos Enfermeiros, tal como é recomendado por vários organismos da saúde mundial.
A Enf. Ana Rita não contra-argumentou.
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Ponto 4 - A maior oportunidade (perdida) da noite.
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Deixando para trás as intervenções avulsas, a maior oportunidade da noite (e ainda por cima integrada no debate), foi quando a o ex- Secretário de Estado da Saúde, Leal da Costa, declarou que deixou para este Governo a tarefa de negociar os salários dos Farmacêuticos, Psicólogos e Nutricionistas (cuja proposta ministerial para o início de carreira, se cifra nos 1600 euros de base).
Aqui foi a perdida da noite. Neste preciso momento, a Enf. Ana Rita deveria ter intervindo e exigido, cara-a-cara, em frente a todos, uma explicação sobre o facto dos Enfermeiros serem minorizados na sua carreira e o porquê de não merecem o mesmo tratamento salarial!! Era ali, naquele momento único.
Nas quatro paredes de um gabinete, o Dr. Leal da Costa poderia argumentar como bem entendesse: ali, em frente às câmaras teria de dar uma explicação lógica (que não existe). Estaria lançado o mote para o Governo PS, que agora teria a responsabilidade de nivelar o salário dos Enfermeiros. "Não concorda?" – perguntaria a Enf. Ana Rita Cavaco a representante do actual Ministério da Saúde lá presente, com o objectivo de o vincular a este problema (pressionando-o a uma resposta). Seria a maior estocada da noite.
Eu tiraria o meu chapéu!
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Sobre o tema, a Enf. Ana Rita Cavaco disse pouco. Referiu que a organização do sistema cabe aos profissionais – Directores de Serviço e Enfermeiros-Chefes e não aos Conselhos de Administração (CA).
Todos sabemos que neste momento esta gestão intermédia está maniatada e excessivamente controlado pelos CA’s. Portanto, a ideia que passou para quem não está familiarizado com o sector foi:  "então a culpa é dos Médicos e Enfermeiros. Organizam-se mal"! E isto não corresponde à verdade. 
Não deixou qualquer proposta pública. Eu teria perguntado o porquê de nenhum Presidente de um CA ser Enfermeiro (se os Enfermeiros são bons gestores, tal não é compreensível)! Uma vez mais, impunha a obrigação de resposta aos presentes! Eu estava curioso com a respostas públicas...

terça-feira, janeiro 05, 2016

Novo Bastonário da Ordem dos Enfermeiros!

Caros colegas, as urnas virtuais da Ordem dos Enfermeiros encerraram há 38 minutos. A Enf. Ana Rita Cavaco é a nova Bastonária da Ordem dos Enfermeiros.

José Carlos Gomes para Bastonário!

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Faltam algumas horas para o encerramento da votação para Bastonário da Ordem dos Enfermeiros. Eu voto José Carlos Gomes
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Um Enfermeiro competente, conhecedor dos problemas que afligem a profissão, alguém que contribui(u) activamente para a diminuição do número de vagas para o acesso ao curso de Enfermagem, um defensor de uma profissão moderna e ajustada às crescentes necessidades da população, alguém que conhece o perigo dos rácios da OCDE; um Enfermeiro inteligente, sensato, ponderado e que em toda a sua vida profissional nunca abandonou os Enfermeiros e a Enfermagem!

segunda-feira, janeiro 04, 2016

Entre gregos e troianos, teremos novo Bastonário dentro de 48 horas.

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Já começaram as votações para a eleição do próximo Bastonário da Ordem dos Enfermeiros (terminam terça-feira, dia 5, às 20h).
As nova lei que rege a Ordem dos Enfermeiros obriga a uma eleição por maioria. Caso tal não seja conseguida no primeiro sufrágio eleitoral, tem lugar uma "segunda volta" cujo único propósito é a votação para o cargo de Bastonário, onde apenas constarão os dois candidatos mais votados.
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Na primeira volta, os principais candidatos derrotados foram os Enfermeiros Alexandre Tomás, Sérgio Gomes e Lúcia Leite. Neste segundo tempo, cada um destes deveria definir a sua posição e o seu apoio formal. A única que o fez foi a Enfermeira Lúcia Leite (que se posicionou em terreno neutro)...
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Perante o silêncio do Enfermeiro Alexandre Tomás e Sérgio Gomes, é pertinente presumir que apoiam a Enf. Ana Rita Cavaco? É que aos "silêncios" se atribuem sempre a "presunção negra"...
Era urgente (e importante) que se definissem, porque esta estratégia de se "agradar a gregos e troianos" não beneficia em nada a profissão!


quarta-feira, dezembro 23, 2015

Alguém viu a Enf. Ana Rita Cavaco?!

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Estamos a escassos dia de elegermos o novo Bastonário.
Incompreensivelmente, a Enf. Ana Rita Cavaco continua a fugir à proposta de um debate com o Enf. José Carlos Gomes. Presumo que tenha receio.
O Enf. José Carlos Gomes é um profissional com um percurso profissional sólido, bem preparado e documentado. Disponível e à vontade para discutir sobre qualquer assunto relacionado com a profissão.
Tem uma visão moderna e avançada para o futuro da Enfermagem. Luta pela adaptação da profissão aos contextos sociais e às necessidades. Luta pelo reconhecimento e destaque no sector da saúde.
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Uma vez que o Conselho Directivo Nacional da Ordem dos Enfermeiros (CDNOE) já tem alguns lugares preenchidos pela Lista E, parece-me muito sensato e equilibrado que se eleja um Bastonário com quem o CDNOE possa cruzar perspectivas e propostas, potenciando o enriquecimento das estratégias a delinear pela própria Ordem.
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Relembro que o Bastonário é um órgão independente, com um papel bem definido!
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Dois desses membros do CDNOE não são da Lista E. São Enfermeiros independentes eleitos pelos arquipélagos (e, como tal, têm assento no órgão). Considero uma mais-valia a sua presença para a cimentação de um ambiente democrático e plural (à semelhança da constituição da Assembleia da República).
É pertinentíssimo a realização de um debate para que todos possam avaliar (de uma forma mais objectiva) quem melhor cumprirá o papel de Bastonário!
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Porém… a Enf. Ana Rita Cavaco continua a fugir.

sexta-feira, dezembro 18, 2015

A arte do desconhecimento estatutário!


Não posso deixar de ficar preocupado, mostra muito pouca democraticidade na forma em como vê as coisas, os regulamentos prevêem que o bastonário seja eleito com 50% mais um, não tendo ninguém atingido esse resultado há uma segunda volta, estava previsto. Quando andamos neste jogo democrático de boa-fé não temos de começar a criticar as organização e regulamentos existentes”, disse em declarações à Lusa.
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José Carlos Gomes reagia à insinuação da sua adversária, que avançou que se este eventualmente ganhar na segunda volta, ficaria com a sua equipa. “No fundo, não teria poder nenhum”, disse Ana Rita Cavaco. Esta candidata explicou que ganhou “todos os órgãos nacionais e as secções regionais norte, centro e sul” e obteve mais votos para bastonária em todo país, incluindo as ilhas.
O candidato que lidera a lista C considerou que a sua adversária mostra “algum desconhecimento dos estatutos e daquilo que é a função de cada um dos órgãos regionais e nacionais e aquilo que é um órgão uninominal que é o órgão de bastonário”.
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A candidata mais votada na eleição para bastonário da Ordem dos Enfermeiros, Ana Rita Cavaco, lamentou também ter de disputar uma segunda volta, depois de ter falhado a maioria dos votos expressos no sufrágio de terça-feira. Ana Rita Cavaco, que encabeçou a lista E nas eleições de terça-feira, disse respeitar o facto de ter de disputar uma segunda volta, dado que é isso que os novos estatutos da Ordem dos Enfermeiros e o novo regulamento eleitoral prevêem, mas recordou que os seus pares deram um “sinal expressivo” de apoio à sua candidatura.
José Carlos Gomes mostrou-se ainda “triste pela enorme abstenção” existente no ato eleitoral”. link
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Numa análise objectiva, é possível concluir que a vitória da lista E não foi uma vitória retumbante. Continua com o problema da abstenção e, como consequência, a falta de representatividade.
Ainda há bem pouco tempo se votava órgão-a-órgão, região-a-região. Agora, com as alterações estatutária é possível ganhar tudo, porque se vota em conjunto. Mesmo com esta possibilidade, a lista E falhou a vitória nas regiões autónomas (ganharam candidatos independentes) e em vários colégios.
Arrisca-se agora a falhar o cargo de Bastonário, também. O que me preocupa é a possibilidade de ser eleita uma Bastonária que... desconhece os próprios estatutos.

terça-feira, dezembro 15, 2015

Bastonário - resultado final.

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O cargo de Bastonário ainda não fica atribuído hoje. De acordo com os novos Estatutos da Ordem dos Enfermeiros, vai ser necessário uma segunda volta a ser votada em 5 de Janeiro de 2016, entre o Enf.José Carlos Gomes e a Enf. Ana Rita Cavaco.

Eleições 2016/19 - Resultados eleitorais (actualizado às 23:18h)

Caros colegas, seguem-se os resultados eleitorais regionais:
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Norte - Lista E - Enf. Ana Rita Cavaco
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Centro - Lista E - Enf. Ana Rita Cavaco
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Sul - Lista E  Enf. Ana Rita Cavaco
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Madeira - Lista D - Enf. Élvio Jesus
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Açores - Lista B - Enf. Luís Furtado
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Bastonário - não determinado ainda
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Colégios da Especialidade
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Enfermagem Comunitária - Lista E - Enf. Maria Clarisse Louro
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Enfermagem Médico-Cirúrgica - Lista E - Enf. Catarina Faria Lobão
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Enfermagem de Reabilitação - Lista C - Enf. Belmiro Rocha
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Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica - Lista E - Enf. Lina Pereira
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Enfermagem de Saúde Materna e Obstétrica - Lista A - Enf. Vítor Varela
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Enfermagem de Saúde Mental e Psiquiátrica - Lista C - Enf. Helena Quaresma

Tabela comparativa (e vídeo) de candidatos a Bastonário da Ordem dos Enfermeiros!

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(Clicar para ampliar e ler)
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Hoje é o dia oficial das eleições da Ordem dos Enfermeiros. É possível votar até as 20 horas.
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Deixo uma tabela comparativa que permite aos colegas tomar decisões esclarecidas. Não poderia deixar de dizer que eu, para o meu futuro e para o futuro da profissão, queria uma Enfermagem moderna, com um alargamento competencial e autonomia.
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Quero um Bastonário que defenda as dotações, mas que conheça as contingências contabilísticas dos rácios da OCDE (Enf. José Carlos Gomes explicou há bem pouco tempo que, os tais rácios, escondem por trás uma percentagem reduzida de Enfermeiros diplomados - eu explico e defendo o mesmo há anos!).
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Quero um Bastonário que conheça o enquadramento do ensino de Enfermagem, que se oponha ao downgrading que a Europa quer para o nosso curso. Isso reflectir-se-à no nossos status e reconhecimento económico.
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Quero um Bastonário que defenda a associação do título de Especialista ao grau de Mestre e a integração do curso de Enfermagem no ensino superior universitário.
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Quero um Bastonário que defenda acerrimamente a dignidade dos Enfermeiros.

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Deixo também, um vídeo de um debate entre os candidatos a Bastonário, que decorreu na Universidade Católica. Penso que o seu visionamento torna tudo mais esclarecedor.
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sábado, dezembro 12, 2015

Carta Aberta do Candidato a Bastonário, José Carlos Gomes, aos Enfermeiros da Região Autónoma da Madeira.

"Caros Colegas
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Escrevo-vos estas linhas na qualidade de candidato a Bastonário da OE pelo movimento ENFERMAGEM COM FUTURO - Lista C.
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Faço-o porque tenho sido confrontado com demasiadas mentiras em relação á minha pessoa e à lista que lidero.
Defendo que um candidato a Bastonário deve ter uma atitude de respeito por TODOS os enfermeiros, e isto inclui os outros colegas candidatos.
Repudio todas as tentativas de fulanização de um processo eleitoral que deve, em primeiro lugar, primar pelo respeito e elevação entre todos e centrar-se no debate de propostas. Independentemente do resultado das eleições, em Janeiro todos seremos enfermeiros, continuaremos a ter problemas para resolver e teremos de ser capazes de encontrar soluções para eles: TODOS JUNTOS. Se, neste momento, entrarmos por um caminho de mentiras e de difamação, quem vai perder é a enfermagem e os enfermeiros.
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Ninguém ouviu da minha boca qualquer crítica pessoal aos outros colegas candidatos, pelo contrário. Não podemos querer representar TODOS os enfermeiros e, em campanha entrar em difamação pessoal dos outros. Não é a dividir que atingiremos os nossos objectivos, mas sim a unir
A união nasce no respeito por todos e pelas ideias de cada um. Se é verdade que fiquei satisfeito com as 7 listas candidatas aos órgãos nacionais, já que elas demonstram uma vontade de construção de que nos devemos orgulhar (e que a ENFERMAGEM COM FUTURO muito respeita como a petição pública que lançámos o comprova), também é verdade que fiquei preocupado com a divisão que isso poderia acarretar na Madeira e em Porto Santo: o número de enfermeiros é reduzido e, demasiadas listas provocaria, certamente uma limitação do ato democrático de escolha. 
No limite, cada enfermeiro votaria na sua lista, e a escolha ficaria demasiado cerceada para quem, como eu, defende intransigentemente os valores da democracia, da participação, do diálogo e do consenso. Acresce, como sabem, que um conjunto de colegas optou por apresentar duas listas independentes à região. Louvamos a iniciativa, porque reconhecemos as especificidades que a insularidade traz á vida de todos os dias dos enfermeiros madeirenses e portosantenses. Por isso, no respeito pelos enfermeiros da Madeira e do Porto Santo, e pela defesa de um processo livre e esclarecido, optámos por não apresentar lista na Região Autónoma da Madeira. Mas integrámos um enfermeiro da Madeira nos nossos órgãos nacionais - porque todos somos enfermeiros - do interior mais profundo do continente ao Curral das Freiras...
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Acusam-me de muita coisa (algumas até anedóticas) mas, caros colegas, se quiserem ter informações fidedignas sobre mim, falem com quem me conhece e comigo trabalhou. Existem enfermeiros na Madeira que vos podem esclarecer com verdade e clareza, até em listas candidatas aos órgãos regionais que, se forem sérios, não deixarão de vos esclarecer com verdade Esses têm conhecimento de causa, outros apenas uma vontade de enganar... Visitem o nosso site (www.enfermagemcomfuturo.pt), analisem criticamente o meu trajecto na enfermagem de quase 30 anos, a obra que construí fora da OE, as ideias que defendo para o nosso futuro, e tomem a vossa decisão de uma forma esclarecida e consciente.
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Eu sou o Zé, eu sou Enfermeiro, eu sou ENFERMAGEM COM FUTURO - Lista C. Um abraço atlântico.
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José Carlos Rodrigues Gomes"

Carta Aberta do Candidato a Bastonário, José Carlos Gomes, aos Enfermeiros da Região Autónoma dos Açores.

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"Caros Colegas 
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Escrevo-vos estas linhas na qualidade de candidato a Bastonário da OE pelo movimento ENFERMAGEM COM FUTURO - Lista C.
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Faço-o porque tenho sido confrontado com demasiadas mentiras em relação á minha pessoa e à lista que lidero. Defendo que um candidato a Bastonário deve ter uma atitude de respeito por TODOS os enfermeiros, E isto inclui os outros colegas candidatos. Repudio todas as tentativas de fulanização de um processo eleitoral que deve, em primeiro lugar, primar pelo respeito e elevação entre todos e centrar-se no debate de propostas. Independentemente do resultado das eleições, em Janeiro todos seremos enfermeiros, continuaremos a ter problemas para resolver e teremos de ser capazes de encontrar soluções para eles: TODOS JUNTOS.
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Se, neste momento, entrarmos por um caminho de mentiras e de difamação, quem vai perder é a enfermagem e os enfermeiros. Ninguém ouviu da minha boca qualquer crítica pessoal aos outros colegas candidatos, pelo contrário. Não podemos querer representar TODOS os enfermeiros e, em campanha entrar em difamação pessoal dos outros. Não é a dividir que atingiremos os nossos objectivos, mas sim a unir
A união nasce no respeito por todos e pelas ideias de cada um. Se é verdade que fiquei satisfeito com as 7 listas candidatas aos órgãos nacionais, já que elas demonstram uma vontade de construção de que nos devemos orgulhar (e que a ENFERMAGEM COM FUTURO muito respeita como a petição pública que lançámos o comprova), também é verdade que fiquei preocupado com a divisão que isso poderia acarretar nos Açores: o número de enfermeiros é reduzido e, demasiadas listas provocaria, certamente, uma limitação do acto democrático de escolha. No limite, cada enfermeiro votaria na sua lista, e a escolha ficaria demasiado cerceada para quem, como eu, defende intransigentemente os valores da democracia, da participação, do diálogo e do consenso. Acresce, como sabem, que um conjunto de colegas optou por apresentar uma lista independente à região. Louvamos a iniciativa, porque reconhecemos as especificidades que a insularidade traz à vida de todos os dias dos enfermeiros açorianos. Por isso, no respeito pelos enfermeiros dos Açores, e pela defesa de um processo livre e esclarecido, optámos por não apresentar lista nos Açores. Porém, integrámos um enfermeiro dos Açores no nosso Conselho Directivo Nacional, porque todos somos enfermeiros, do interior mais profundo do continente à ilha do Corvo.
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Acusam-me de muita coisa (algumas até anedóticas) mas, caros colegas, se quiserem ter informações fidedignas sobre mim, falem com quem me conhece e comigo trabalhou. E existem enfermeiros nos Açores que vos podem esclarecer com verdade e clareza: esses têm conhecimento de causa, outros apenas uma vontade de enganar... Visitem o nosso site (www.enfermagemcomfuturo.pt), analisem criticamente o meu trajecto na enfermagem de quase 30 anos, a obra que construí fora da OE, as ideias que defendo para o nosso futuro, e tomem a vossa decisão de uma forma esclarecida e consciente.
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Eu sou o Zé, eu sou Enfermeiro, eu sou ENFERMAGEM COM FUTURO - Lista C. Um abraço atlântico.
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José Carlos Rodrigues Gomes"

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