sexta-feira, Abril 18, 2014

Adivinhem quem?

"Doentes crónicos podem vir a ter um gestor de saúde". link

"Avança hoje o jornal Público que os doentes com mais de cinco patologias crónicas e que são os principais consumidores de recursos devem passar a dispor de um gestor nos centros de saúde, alguém que seja responsável pelo seu acompanhamento personalizado".

terça-feira, Abril 01, 2014

"A pill from the nurse is just as safe as a pill from the doctor"!



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"A pill from the nurse is just as safe as a pill from the doctor"* link

- Netherlands Institute for Health Services Research -


"The clinical outcomes are just as good when nurses are the ones writing out the prescriptions. And with regard to the quality of the care provided, patients experience this as being the same or even better"
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*Tradução: Um fármaco prescrito por um Enfermeiro é tão seguro como um prescrito por um médico.
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Antes de mais: "passar receitas" é um termo erróneo. Não é disso que se trata. É de legitimar algo que já se faz por aí, por esse Portugal - autonomia na escolha e administração de fármacos, nas situações que decorrem do exercício autónomo da profissão.
Não será aplicável a todos, obviamente. Esta medida carece de um ajuste curricular. Sempre fui da opinião de que se pode apresentar sob uma espécie de extensão ou complemento formativo, com frequência opcional de cada um. Os que optarem pelo acréscimo de funções e competências, obviamente serão alvo de uma reconfiguração salarial compensatória.
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Esses enfermeiros apresentarão um perfil e autonomia mais apetecível para os eventuais empregadores. É assim que perspectivo o futuro. Como mulher à frente do tempo e visionária que era, se fosse viva, Florence Nightingale apoiaria esta nova intenção para o futuro da enfermagem. Há muitos anos atrás, defendeu para a profissão um conjunto de actividades consideradas, então, como fora do "galho" dos Enfermeiros. Se fosse pelos velhos do Restelo, a enfermagem não tinha evoluído!
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Pode não ser para hoje. Pode não ser para amanhã. Haverá, certamente, pressupostos a carecerem de alterações para que isto se operacionalize... mas, meus caros, isto está para breve!! Na próxima negociação de carreira e enquadramento salarial, levaremos, inquestionavelmente, outros argumentos, outros fundamentos. Acima de tudo, ao unir o cuidar à prescrição, traremos mais ganhos em saúde ao sistema e aos cidadãos.

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Leitura interessante, aqui.

quarta-feira, Março 26, 2014

Assembleia Geral rima com Batalha Campal... infelizmente!

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A Assembleia Geral (AG) da Ordem dos Enfermeiros decorreu na passada sexta-feira, 21 de Março. 
Se no passado, quando as AG's se realizavam ao sábado, o principal motivo para a não comparência nas mesmas era o facto de coincidirem com um dia de fim-de-semana (e os colegas não quererem sacrificar um "dia de família"), desta feita pairavam no ar críticas por esta se cumprir... a uma sexta-feira. Se ao sábado não é propício e à sexta inadequado... marca-se para que dia?
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"De nada vale tentar ajudar aqueles que não se ajudam a si mesmos"
Confúcio
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No anfiteatro da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, a distribuição de Enfermeiros pelo espaço é sintomática: elementos da Ordem e apoiantes para um lado, o "antigo regime" (e marionetas) - derrotados no último sufrágio - para outro. Preditivo, portanto. Nefasto para a classe, sempre.  

Presidente da Mesa da Assembleia Geral (PMAG) em exercício: Enf. Ribeiro Pires.

Os trabalhos iniciaram-se com algumas intervenções antes da ordem do dia, momento que se prolongou um pouco  mais do que o desejável com o objectivo de democratizar as oportunidades permitindo o maior número de participações - o objectivo, compreensivelmente, seria obter a contribuição de todos.
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Disclaimer: não usarei a linguagem regimental, para que todos, mesmo aqueles que não frequentam as AG's percebam, de forma cristalina, o que aconteceu.
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Desde do início que as intenções se perceberam. O número de pedidos de esclarecimento estéreis foi inflacionando. Mais de 90% desses pedidos eram oriundos de colegas derrotados na últimas eleições, que, irados (pareceu-me sinceramente que este facto ainda não estava muito bem resolvido na psiqué de cada um ou então o Rennie® - passo a publicidade gratuita - esgotou nas farmácias!), subiam a púlpito para interrogar sobre o que todos já sabiam de antemão, num baile de retórica desanimador. Objectivo: atirar areia para a engrenagem. Contribuições válidas: zero.
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"O homem de bem exige tudo de si próprio; o homem medíocre espera tudo dos outros"
Confúcio
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O Senhor Bastonário, Enf. Germano Couto, discursou e solicitou encarecidamente a todos que participassem, colaborassem construtivamente - reiterou por diversas vezes este rogo - apelando à união e concertação de esforços e ideias. 

A discussão começou e areia na engrenagem dificultava as rodas dentadas. Começaram os truques. Todos solicitavam explicações ao Bastonário sobre diversas matérias, cada mais extemporânea que outra. Muitos burburinhos corriam a AG: dúvidas, muitas dúvidas.
Com o farejo nas próximas eleições (ou numas eleições antecipadas de mãos-a-esfregar), os do antigo regime pretendiam culpabilizar a actual Ordem e respectivo Bastonário de tudo e com o mesmo "tudo" a servir de arma de arremesso.
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É precisamente aqui que eu requesto a intervenção de um dos Enfermeiros mais conhecidos do país, a quem a profissão muito deve: Enf. José Correia de Azevedo, Presidente do Sindicato dos Enfermeiros e - notem bem! - crítico da actual direcção da Ordem dos Enfermeiros, bem como adversário na candidatura a Bastonário nas últimas eleições. Passo a citar o que escreveu:

"Os grandes responsáveis, alienados das suas responsabilidades, queriam culpar a actual Direcção da Ordem, pelos erros que eles cometeram, em 14 anos de influência, que vão, desde a instalação, a 2012 (...)"

Pois é! Presenças ("grandes responsáveis"): ex-Bastonária Maria Augusta de Sousa, Enf. Jacinto Oliveira (último Vice-Presidente), Enf. Manuel Oliveira, Enf. Margarida Filipe, Enf. Teresa Oliveira Marçal, etc.
Há aqui uma nota importantíssima: os actuais problemas que acometem a classe não surgiram nos dois anos de mandato do actual Bastonário - são consequência de muitos anos de inércia e erros estratégicos ou seja foram todos herdados (...e por solucionar). Vejamos:
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a) Processo sobre as farmácias - herdado;
b) Processo sobre Pré-Hospitalar/INEM - herdado;
c) Dessincronia entre carreira profissional e títulos da Ordem - herdado;
d) Desregulação/excesso de oferta formativa - herdado;
e) Processo legislatório do Modelo de Desenvolvimento Profissional - herdado;
f) Inexistência de quadro legal sobre Enfermeiro da Família - herdado;
g) Incumprimento das normativas europeias sobre Enfermagem de Saúde Materna e Obstétrica - herdado; 
h) Dotações desadequadas - herdado;
i) Exercício ilegal - herdado;
j) Perdas por imparidade - herdado;
k) etc...

A lista é longa; poderia consumir aqui o resto do alfabeto. É pertinente pensar que seria pouco sensato os do antigo regime aludirem a qualquer estes pontos como arma de arremesso contra o Bastonário Germano Couto, uma vez que os "grandes responsáveis" (eles próprios!) revêm claramente a sua parte de culpabilidade nos mesmos. Assim, era necessário encontrar algo para atirar. Uma vez mais, escreve que sabe - Enf. José Azevedo - com a sua caneta da imparcialidade:
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"Desde muito cedo, a anterior Bastonária demonstrou, ao que vinha, ela e os seus apaniguados, um dos quais, que fazia de qualquer coisa parecida com ministro de negócios estrangeiros, se existisse o cargo, na OE, descarregou um monte de propostas para o faz-de-conta e de pôr e retirar como aconteceu quando viram atingido o objectivo, demonstrando serem os grandes responsáveis pela homogeneidade entre a Ordem/SEP, ambos ao serviço e obediência das forças, que conduzem, à moderação das legítimas aspirações da Profissão Enfermeira, amordaçando-a (...)"

Verdade, sim senhor. Os presentes ficaram atónitos quando os "apaniguados" se multiplicaram a interpelações com pedidos de esclarecimento ao Bastonário, para logo de seguida solicitarem que se passasse de imediato à votação sem que o Bastonário tivesse oportunidade de responder a tudo!! Aqui, o Relatório de Actividades e Contas de 2013 (RAC 2013) foi aprovado. 
Perante a incredulidade de todos os presentes, depois de perceberem que o RAC 2013 tinha sido aprovado, os "questionadores" (que tinham solicitado a extinção do tempo de explicações do Bastonário, para que se votasse de imediato), queixaram-se que "não estavam devidamente esclarecidos"!!!! Foi aqui que Florence Nightingale deu uma volta na campa! De certeza!
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Este tipo de jogadas não é novidade! Em tempos idos, muito malabarismo se fez em muitas AG's. Quando os anteriores mandatos se apercebiam que as suas propostas não iriam ser aprovadas, perante a ignorância regimental da maioria dos presentes, moldavam os mesmos como plasticina, arrumava-nos para a gaveta do esquecimento, para que duas semanas depois, numa AG Extraordinária habilmente marcada, fossem aprovados!

Quem mais subia e descia as escadas daquele anfiteatro era o pagem Miranda, com muitos atropelos regimentais, mas, afoito, lá ia ao púlpito. Exigiu à Ordem todas as actas das reuniões dos Conselho Directivo liderado pelo Bastonário Germano Couto. 
Calmamente, a Vice-Presidente explicou que todas serão disponibilizadas, obviamente, mas em bom rigor e consagrando os princípios da transparência, a Ordem dos Enfermeiros irá disponibilizar, não só ao tal pagem, mas a todos os Enfermeiros, não só as actas deste mandato, mas sim as actas de todos os mandatos! A porca torceu o rabo! Um passarinho disse-me ao ouvido que vamos lá ler coisas muito giras! Coisas que agora, só por espírito contraditório, o antigo regime se opõe, no seu "tempo" eram saudadas e bem saudades.
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Confiem em mim: leiam, porque não se arrependerão!
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"Eu não procuro saber as respostas, procuro compreender as perguntas"
Confúcio
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As "dúvidas não-dúvidas" continuavam e os ponteiros do relógios não perdoavam:
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- Senhor Bastonário, ficamos indignados por ter apoiado o Dr. Manuel Pizarro nas autárquicas! - afirmou uma colega do SEP .
Bastonário (pacientemente):
- Nunca o apoiei, o que aconteceu foi um uso indevido da imagem do Bastonário, prontamente, retirada pelo autor. Na devida altura foi emitido um comunicado da Ordem, onde isso é explicado de forma inequívoca!
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O Manuel Pizarro parece ser o bode expiatório pelo insucesso do SEP. Até faz parecer que algum dia, algum político ou membro do Governo facilitou a vida à Enfermagem!! 
Aqui, uma justa menção à ex-Ministra da Saúde, Leonor Beleza, porque de facto reconheceu a preponderância e mérito dos Enfermeiros!

Voltando ao cenário: os "ataques terroristas" - menção da Enf. Lúcia Leite - podiam ter sido melhores, digo eu. 
Faltou atacar com a suposta intenção de emigração do Enf. Germano Couto para a Presidência da European Federation of Nurses, com o melhor objectivo de todos: num periodo em que profissão vê na forja um ataque à sua evolução académica e profissional oriunda da Europa Central, eis que o nosso Bastonário definiu que a melhor estratégia para reverter esse rumo seria tomar a presidência da respectiva Federação. Houve até um blog que, de forma ignorante (mirando tão só até onde a vista alcança), apelidou esta intenção como uma "fuga de Portugal"!
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Relembro o ano de 2009 e Bastonária Maria Augusta de Sousa...


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Afinal a Bastonária Maria Augusta de Sousa, aplaudida pelo tal blog, não tentou fugir de Portugal!... fugiu mesmo! 
Este trecho é passível de ser lido no editorial da Revista da Ordem dos Enfermeiros de Abril de 2009! Se bem se recordam os mais atentos, eu, crítico mordaz do mandato de então, nada referi. Qualquer um percebe que este tipo de incursões pelas lides internacionais é benéfica para a Enfermagem no cômputo geral!
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"O silêncio é um amigo que nunca trai"
Confúcio
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O carro do Bastonário também podia ter sido mais bem explorado pelo antigo regime. A Direcção da Ordem dispõe de uma viatura para se deslocar, maioritariamente usada pelo Bastonário (quem mais se desloca). Fica muito mais barato (!) o aluguer do badalado automóvel do que pagamento de despesas de deslocação em viatura própria! Boa gestão, portanto! 
Se me perguntarem: esse carro também transporta palha (sim, literalmente... palha!) - como fazia um antigo dirigente da Ordem dos Enfermeiros, no caminho para a sua quinta particular -... a resposta é... não! 
Não se espantem, pois a Ordem já foi, em tempos, pródiga em fenómenos destes!

E o salário de 5000 euros do Bastonário? Não passa de um boato instilado por quem sabe muito bem que o salário do Enf. Germano Couto cifra-se nos... 1350 euros líquidos (pagos pela ARS Norte)! Nem ele, nem nenhum outro membro estatutário da Ordem dos Enfermeiros aufere qualquer remuneração proveniente dessa organização!
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O Correio da Manhã investigou isso...
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A seguir veio o Espaço Social do Enfermeiro. Muitas Ordens profissionais têm uma - é inerente ao seu desígnio!
Em todas as Assembleias, Nacionais e Regionais, se discute isto! É cansativo! Quem não tem argumentos para esgrimir, fá-lo com o que vier à mão! Foi explicado que o terreno no valor de 1,5 milhões de euros foi oferecido pelas autoridades municipais! A Ordem fica isenta de qualquer taxa, IMI, projectos, etc. Recorrendo aos fundos existes para o efeito, a Ordem só pagará 15% do valor restante! Excelente negócio! A contra-partida é a dinamização do comércio local... apenas isto! Custo...zero!
Agora que a Ordem dos Enfermeiros vai disponibilizar aos colegas todas as actas, a oportunidade é de ouro: leiam-nas e confirmem! Vão ficar surpreendidos com o apoio do antigo regime a este espaço! Quando convém são a favor, quando não convém, contra! Cata-ventos!
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Sobre esta matéria, o Enf. José Azevedo redigiu o seguinte:
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"A reprovação pelas "forças do mal", com assento, na AG da OE, da proposta do tal (espaço social enfermeiro, em Barcelos), foi uma reedição, da "Casa do Enfermeiro", em Francelos, sem Ilda [alusão à dirigente comunista], mas bem substituída por Augusta de Sousa [antiga Bastonária], na circunstância, coveira da Enfermagem, como a história recente, já comprova e demonstra (...).
Esta construção do espaço social enfermeiro, seria uma forma correcta de fazer reverter, em proveito dos Membros da Ordem, nomeadamente Augusta de Sousa, quando a osteoporose lhe partir outra ou a mesma perna, em quedas simples de degrau de escada (...)"
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Também lá estiveram dirigentes do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, a quem se deve a actual carreira e salários!
Um desses dirigentes questionou e responsabilizou o Bastonário Germano Couto por matérias de... índole sindical! Foi um momento... estranho! Há quem não acredite que isto aconteceu!
Uma vez mais, o Enf. José Azevedo opina sobre a coligação promíscuo e obscura entre a anterior Ordem e SEP:
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"A versão Germano Bastonário separou, ligeiramente, as águas: SEP-OE, embora permaneçam alguns focos de infestação, como o prova a entrevista concedida ao SEP, após a reunião geral de 7 de Novembro p.p. tendo sido o SEP o único que não aceitou (obviamente) comprometer-se com um trabalho de conjunto, para bem da Classe Enfermeira. Aceitar isso seria o mesmo que reduzir-se à sua dimensão real, uma vez descolado da OE/SEP"
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Tenho de discordar aqui, num pequeno pormenor, com o Enf. José Azevedo: os focos foram eliminados, o que explica o constante espernear do SEP! Infelizmente, parece-me que a melhor solução é a concertação de esforços entre todos, tal como relatado nesta reunião de 7 de Novembro, quando o Bastonário Germano Couto propôs a união de todos (Ordem, Sindicatos e Associações de Enfermagem)
Todos aceitaram prontamente, excepto... o SEP, que colocou reservas...! A leitura e respectiva ilação é difícil?!

E as viagens ao Estrangeiro? A última comitiva que se deslocou ao congresso do International Council of Nurses, por exemplo, era de 12 pessoas (na Revista é possível ler as conclusões das intervenções desses elementos) - uma redução de 50% face ao mandato anterior (que levou 24 pessoas!). Se juntarmos isto ao facto de a Ordem ter ordenado uma redução de, também, 50% nas ajudas de custo (alimentação, etc), a poupança é esclarecedora. 
O ex-Coordenador do Gabinete de Relações Internacionais, Enf. António Manuel, é que se revelou inconformado por ter visto os seus passeios interrompidos de forma abrupta.
Este mesmo colega acusou a Ordem de se ter inscrito no Fórum Europeu dos Cuidados de Saúde Primários. Segundo o mesmo, a Ordem, em mandatos anteriores também já tinha pensado nisso, mas "o elevado preço não compensava o custo-benefício", numa clara acusação à referida inscrição protagonizada pela equipa do actual Bastonário. Prontamente, o Enf. Germano Couto, explicou: "custa 300 euros por ano! É dinheiro mais investido?"!
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O Plano de Actividades 2014 foi a discussão seguinte, com as mesmas armas de arremesso, que despontavam, em parábola, do lado do antigo regime. Uma vez mais, o Bastonário incitava: contribuam! Mas de lá, nada!
Este foi talvez o melhor Plano de sempre da Ordem dos Enfermeiros! Se há alguma melhor, onde está e quais são os resultados que decorreram dele!? 
Foi chumbado tangencialmente, por quatro votos apenas. Talvez tenham sido os votos daqueles que lá estavam distraídos e a dormir, e só se levantavam quando escutavam: "quem vota contra?". 
Alguns deles até se enganavam e votavam contra as minutas, prejudicando-se a si mesmo! Concluindo: não sabiam o que votavam, apenas lhe tinha sido encomendado o voto quando a palavra "contra" fosse pronunciada!

O plano foi chumbado pelo ufano antigo regime. 
Se raciocinarmos prudentemente, percebemos que chumbando o plano, a lógica inviabiliza que se discutam os pontos seguintes (que são inerentes à existência de um plano aprovado). Assim, com efeito, o Senhor Bastonário, Presidente do Conselho Directivo da Ordem dos Enfermeiros e proponente da ordem de trabalhos, anuncia a entrada da Ordem em modo de "gestão corrente" e retirou os restantes pontos da convocatória, uma vez que sem Plano de Actividades e Orçamento, qualquer proposta seguinte não teria qualquer legitimidade ou lógica!
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A redução das quotas proposta pela Ordem dos Enfermeiros não foi discutida, por "impedimento tático" do antigo regime, que uma vez mais prejudica a classe!
Se as quotas fossem reduzidas, o dinheiro seria devolvido aos Enfermeiros e apresentado novo orçamento rectificativo, com base no novo valor mensal! Engraçado e irónico foi... presenciar aqueles que aumentaram as quotas em 2011, foram aplaudidos, algumas vezes, pelas incoerências proferidas nesta reunião magna da Ordem!
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Nada a fazer, o Enf. Ribeiro Pires ordenou o encerramento da AG! Muitos queixaram-se da precocidade do encerramento (quase previsível). Eu discordo!
Se fosse eu, tinha encerrado imediatamente quando um colega apelidou, alto e bom som, o PMAG de "palhaço"!! O Enf. Ribeiro Pires, condescendente porém, suspendeu os trabalhos momentaneamente e o Presidente do Conselho Jurisdicional fez anunciar processos disciplinares para os próximos incidentes semelhantes.
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"Respeita-te e outros te respeitarão"
Confúcio
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No final, depois de 10 horas de discussão, com Enfermeiros cansados e esfomeados, a AG terminou com a pompa e circunstância que devia - relata o Enf. José Azevedo:
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"A chefe do grupo, Augusta de Sousa, veio tentar justificar-se, fechada a sessão, que ajudou a inquinar com laivos de democracia bacoca, dando mostras mais de estupidez do que malvadez (...)"
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Deixou, ainda, um oportuno recado final, mas só para quem sabe interpretar:

"Confundiram, com a orientação da Augusta Sousa, o ódio que estão a cultivar ao seu sucessor [Enf. Germano Couto], com a obra que este pode construir, em benefício da Enfermagem, gastando nela os seus milhões, em vez de estarem a amealhar para alimentar vícios ou internacionais libertadoras suspeitas, de internacionais suspeitas disto e daquilo e daquelito"
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Todavia, a cereja em cima do bolo estava reservada para o fim: viaturas de membros da Ordem... vandalizadas! Ora, chegar a casa com o carro destruído, induz a reflexão sobre as afirmações de um certo blogger: "não há nenhuma guerra"!
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Post scriptum - como eu não quero ser impreciso, penitencio-me por me ter esquecido de que, afinal de contas, o antigo regime fez uma contribuição válida e estratégica para ajudar de forma eficaz e incisiva a Ordem dos Enfermeiros e a classe de forma geral: propôs a realização de um evento comemorativo dos 40 anos do "25 de Abril" e 35 anos do Sistema Nacional de Saúde!

domingo, Março 23, 2014

Campanha eleitoral... já?!

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O blog Doutor Enfermeiro existe há 9 anos; tem um percurso - escrito com um número de palavras equivalente a um livro com 950 páginas, mais de 6,5 milhões de visitas, "picos" de 200 visitantes online e mais de 100 mil comentários. 
Apresentei, ao longo de todo este tempo, documentos, factos, tabelas, propostas, etc, com uma veracidade devidamente comprovada e, muitos delas - em primeira mão - antes de serem tornadas públicas por diversas instituições. Alguém consegue encontrar um post que se tenha revelado falso?
Anónimo.
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Olivier Salgueiro. Anónimo facebookiano. Não existe. "Fabricado" para um campanha eleitoral, com meros relatos que carecem provas. Factos falsos.
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Post scriptum - Aproveito para dar a conhecer aos colegas que ainda não conhecem, esta funcionalidade do site da Ordem dos Enfermeiros.
Qualquer dúvida sobre a identidade de alguém que se diz ser "Enfermeiro" pode ser lá esclarecida. (Esta é pro bono!!)

quinta-feira, Março 20, 2014

Grande notícia!


"Paulo Campos é o novo presidente do INEM" link

A quota da Ordem dos Enfermeiros vai ser reduzida amanhã?

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A resposta é simples e objectiva: vai! Porquê? Apesar da contestação, a única proposta de redução foi... da própria Ordem dos Enfermeiros!
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Há um "movimento" de propaganda no Facebook que lidera uma "exigência" de redução da mesma (que incita os colegas à respectiva reivindicação), mas... os mentores/responsáveis não propuseram rigorosamente nada! Como as propostas no próprio dia serão válidas apenas com a solicitação/subscrição de 10% da classe (6500 Enfermeiros!), o resultado é mais do que previsível! 
Portanto, a única proposta a ser votada será a da própria Ordem...
Como não há propostas para o aumento e, pessoalmente, duvido que a manutenção do valor seja uma opção consensual, amanhã, no Porto, a quota será reduzida (o aumento progressivo foi decido pelo mandato anterior)!

quarta-feira, Março 19, 2014

Moet e Chandon para todos, faz favor!

Motivo de regozijo! Reparem como a palavra "formação" é substituída por "produção"!

Problemas que não existem!


Li isto, algures na net (como argumento contra o Espaço Social do Enfermeiro): 

"Espaço Social do Enfermeiro a... 
- 50 km do Porto 
- 160 Km de Coimbra 
- 350 km de Lisboa 
- 450 km de Évora 
- 590 Km de Faro

Relembro, por exemplo, que a Casa do Médico (Sines) da Ordem dos Médicos (com a qual, invariavelmente, os Enfermeiros comparam a sua Ordem!) - na qual a antiga Bastonária da Ordem dos Enfermeiros esteve presente na sua inauguração (onde expressou o desejo em ter um espaço igual para os Enfermeiros) - foi consensual e unânime entre os Médicos! 

Nota:
A casa do Médico dista... 
- 450 km do Porto 
- 350 km de Coimbra 
- 180 km de Lisboa 
- 450 km da Guarda 
- 630 Km de Bragança 


 Alguém me explica o problema da localização?

quarta-feira, Março 05, 2014

Tanta verdade junta, dói...


"é perder tempo e gastar tinta inutilmente, ao falar de coisas que ficaram bem claras na reunião de 7 de novembro, ao fim do dia.
à pergunta do sr. bastonário - todos concordam em criar uma frente comum de ataque aos problemas com que se debate a enfermagem nos nossos dias?
todos os presentes responderam
 sim à excepção do sr, presidente da direcção do sep que respondeu: "tenho de consultar primeiro a minha organização e só depois poderei dizer se aderimos a essa proposta"
ora nós sabemos muito bem que
 tal não vai acontecer, por duas razões causais:
1 - dizer que estava de acordo com uma frente comum significa que 
perderia o argumento de continuar a atribuir a outros a falta de união; é que se houvesse união teríamos mais força, mas quando se propõe a união a resposta do sep é: vamos ver se veremos...
2 - quanto ao facto de a iniciativa da ordem convocar os enfermeiros dirirgentes de sindicatos e outras associações a resposta foi: "...
tal como referimos no encontro (7/11/2013), já hoje existe um espaço formal que reune a ordem e sindicatos e associações - é o forum nacional das organizações profissionais de enfermagem - fnope - deveria ser neste espaço que se deveriam discutir as questões estratégicas para a saúde e enfermagem".
o dito forum não passa de um 
gato escondido com o rabo de fora que não nos lembramos de que alguma vez tenha reunido no tempo da bastonária m.a.s.
o que lembramos é ter perguntado 
quem pagava as despesas de deslocação da oe aos 4 cantos do mundo a guadalupe simões, directora do sep, numa assembleia de contas da oe e o que era essa associação (forum) e qual o seu papel  e quem a criou?
a bastonária disse que 
era a oe que as pagava (até estavam lançadas na rubrica das despesas); noutro ponto guadalupe respondeu-nos que quem pagava era o sep. o resultado foi um empate: uma a mentir e outra a falar verdade.
mas se o forum (fnope) reune todos os que estavam reunidos em 7/11/2013, qual a diferença de estatutos para tomar decisões sobre a união de esforços na consecução dos objectivos?
e mais um factor ou dois que são fundamentais:
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 se no tempo de maria augusta sousa, a directora do sep guadalupe simões a acompanhou, ao que consta, para todo o lado, em nome de quem intervinha nos areópagos nacionais e internacionais?
- se não conhecemos as regras mínimas desse forum (fnope), quem convoca as reuniões, em que circunstâncias e com que legitimidade?
será que podemos inferir que o sep se julga mais capaz, que a oe, de comandar esse forum, que construiu, com fins que desconhecemos, pois nunca juntou os restantes (nunca fomos convocados), do que a ordem?
nós entendemos que não porque:
1 - 
é parte interessada nas discussões, ao contrário da ordem que tem competências legalmente bem definidas;
2 - 
já fizemos a experiência de tentarmos definir uma estratégia comum aquando das negociações falhadas do que devia ser uma carreira de enfermagem e essa nossa tentativa falhou porque:
1 - 
depois de selado o acordo entre os 4 sindicatos, o sep argumentou que ia discuti-lo em plenários nacionais (percebe-se a manobra);
2 - 
nunca concordou em discutir à mesma mesa negocial com a fense.
ora, se o acordo era comum; se o universo profissional era o mesmo, por que não quer sentar-se à mesma mesa?
hoje já se pode ver mais bem o resultado!
a verdade dos factos é esta."

Retirado, daqui.

quarta-feira, Fevereiro 26, 2014

Nossa Senhora das Quotas da Ordens Profissionais... vinde cá ver isto!!

Nova página/movimento do Facebook:
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Antes de prosseguir, uma declaração de interesses

1) nunca, nos meus posts (blog ou Facebook), fomentei imprecisões técnicas que induzissem colegas em erro; 
2) independentemente dos meu apoio aos actuais membros da Ordem dos Enfermeiros, sou um defensor acérrimo da existência de uma Ordem dos Enfermeiros (bem de como qualquer Ordem Profissional). 

Agora
1) O actual aumento de quotas, que culminou na quota (também é possível escrever "cotas") mensal de 10 euros, foi delineado pelo anterior mandato da Ordem dos Enfermeiros (Enfs. Maria Augusta de Sousa, Jacinto Oliveira, Lucília Nunes, Manuel Oliveira, etc.). 
Foi votada e aprovada em Assembleia Geral, com o voto "contra" do actual Bastonário, Enf. Germano Couto. Em reunião prévia de Conselho Directivo Nacional, a "direcção" de voto tinha sida a mesma (em coerência e consciência): contra! Estes factos são constatáveis na Acta da Assembleia Geral Extraordinária de 20 de Novembro de 2010 (disponíveis na área reservada do site a qualquer um dos 65 mil Enfermeiros), onde objectivamente está plasmado a orientação do voto:

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2) A actual Ordem dos Enfermeiros propôs para a próxima Assembleia Geral um redução de quotas para 9 euros/ mensais. De acordo com a Lei/Estatuto da Ordem dos Enfermeiros, esta proposta só poderia ser feita no terceiro ano de mandato. Ora, 2014 é o terceiro de ano mandato! Portanto, foi na primeira oportunidade possível!
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3) A Ordem dos Enfermeiros não tem uma quota variável em função da remuneração. É um valor fixo. Comparativamente: é a Ordem que cobra a quota mais barata em termos absolutos; em termos relativos também! 
Oferecendo exemplos: Ordem dos Advogados - de acordo com o último estudo de âmbito salarial, os jovens Advogados auferem em média 600 euros mensais e pagam cerca de 18,70 euros/mês durante os primeiros 4 anos. Depois disso, mantendo o mesmo salário, a quota sofre um acréscimo para 37,50 euros/mensais! Os jovens Arquitectos auferem em média 500 euros/mensais (muitos abaixo deste valor) e pagam 15 euros/mensais. Os Psicólogos (cuja esmagadora maioria está desempregada ou aufere o salário mínimo) pagam 144 euros/anuais. Os Nutricionistas/Dietistas pagam 150 euros/anuais! Resumindo: A Ordem dos Enfermeiros é a estrutura mais pesada de todas e, pese o facto, é a que cobra a quota mais barata!
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4) Qual é o valor mais justo para as quotas? É sensato que cada um possa ter a sua opinião, 
todavia é sensato também que todos leiam os Relatórios de Contas no sentido de apurarem quanto custa manter a Ordem dos Enfermeiros, bem como onde consome os seus recursos! 
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5) Nenhuma Ordem negoceia os salários dos seus membros. Não lhes é imputável,  logicamente, "culpas"/responsabilidades pela relação proporcional de salário/quota!
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6) Para que serve a Ordem? 
Para uma profissão é um privilégio dispor de uma Ordem. Esta materializa a transferência de poderes do Governo para as mãos da própria classe; assim, desta forma, são os seus membros que deliberam e decidem sobre o seu próprio futuro profissional, não deixando o ónus dessa responsabilidade nas canetas de um conjunto de deputados, que, na sua maioria, ignoram o que é a Enfermagem ou que é ser Enfermeiro. Eu acho que a possibilidade e liberdade de cada um decidir sobre o seu futuro é inegociável. 
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Esta página, obviamente, é um logro. O plano de trabalho para a próxima Assembleia Geral da Ordem dos Enfermeiros está traçados e inclui, como sabem, uma rectificação de uma decisão do mandato anterior (o tal aumento de quotas): a conhecida proposta de redução de quotas para os tais 9 euros/mensais. 
Para alterar tudo isto (e validar o que é "propagandeado" na tal página) é necessário que compareçam (e votem!) mais de 3000 Enfermeiros (5% da classe) à Assembleia Geral!!
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Ora, se isto for conseguido, serei um Enfermeiro feliz - afinal de contas a classe de Enfermagem mobilizou-se em prol de algo!... e estaremos de parabéns!

quinta-feira, Fevereiro 20, 2014

8/2014: foi a ferro, mas foi!!



sábado, Fevereiro 15, 2014

Três questões.

1 - Eu pago quotas para a Ordem dos Enfermeiros. O que é que a Ordem faz por mim? 
2 - O Espaço Social do Enfermeiro situar-se-à em Paradela (Barcelos). Porque é não fica neste lindo terreno que tenho aqui à minha porta? 
3 - Os Enfermeiros são mal (e injustamente) retribuídos em termos económicos. Porque é que o Senhor Bastonário Germano Couto não se senta à mesa com o Ministro da Saúde e negoceia esses valores? (Eu pago para quê?!)

quinta-feira, Fevereiro 06, 2014

Então, Enf. Germano Couto?

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Nem decreta uma simples greve geral? Mas... que Bastonário é este?
Com tanto dinheiro que existe nessa Ordem, não se dispensam uns (míseros) euros para bandeirolas e apitos?


sábado, Novembro 23, 2013

Protocolo com Direção-geral da Saúde.

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Há anos que se aguarda a operacionalização da normalização da prática de Enfermagem. Mas esta não será a única vantagem (na minha perspectiva); como, obviamente, a asseveração de boas dotações não resulta de uma imposição ordinal, mas sim da justificação qualitativa inerente às exigências das acções, actos ou procedimentos que futuramente serão normalizados e reconhecidos. Não sei se me fiz entender, mas, de facto, funciona assim. Ao contrário daquilo que parece ser intuitivo. 
É apenas um "passinho", mas é um excelente contributo. Em boa verdade, no terreno, uma parte substacial dos colegas não colaboram na questão das dotações - no final do dia, com quatro, três, dois ou até um Enfermeiro, os cuidados (bem ou mal; seguros ou não; com ou sem qualidade) de enfermagem aparecem "executados". E todos sabem que neste momento o que "importa e conta" são números.

terça-feira, Novembro 19, 2013

Maus negócios!

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Duas opções: ou se contratam ou então é um cabal desperdício (que Portugal não tem condições de suportar) investir na formação de enfermeiros!

Em Portugal os "bichos" sofrem de obesidade...

"O Ministro da Saúde anunciou que a prescrição de antibióticos vai ser controlada por especialistas. No próximo ano, equipas de enfermeiros e médicos vão vigiar a prescrição destes medicamentos, uma vez que Portugal é dos países da União Europeia que mais os consome [nota do autor: ler "come"] e onde os casos de resistência estão a aumentar". link

"A Ordem dos Médicos contesta a medida"... claro!
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Havia tanto para dizer, mas assim, no calor do vento gélido, assaltam-me as prescrições de antibióticos de largo espectro a "DNR's", paliativos e cefaleias. Tudo associado à badalhoquice (mãos e afins), resultou em bichos gordos e bonitos, que gostam de antiobióticos como quem gosta de cerelac/nestum (passo a publicidade).

"B" de banal.

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O Senhor Bastonário da Ordem dos Enfermeiros, Enf. Germano Couto, foi convidado para participar num debate com o Presidente da Entidade Reguladora da Saúde, Dr. Jorge Simões. Nesse debate proferiu algumas afirmações sobre o exercício disfuncional da profissão de  Farmacêutico e da inerente usurpação de funções. No dia seguinte essas afirmaçõs fizeram títulos na imprensa escrita e audio-visual. No outro dia estava em directo na RTP (por vários motivos) e à noite estava ser comentado (e apoiado) pelo ex-Primeiro Ministro José Sócrates, em pleno horário nobre televisivo. Banal. Faz-me recordar a Bastonária Maria Augusta de Sousa e o seu Vice-Presidente, Jacinto Oliveira.


O mês que vem...

Wassily Kandinsky
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Antes de prosseguir para algo mais actual, importa focar dois aspectos importantes: a abertura  - já desde de 15 de Outubro - das candidaturas à acreditação dos contextos de prática clínica e certificação de supervisores clínicos e a reunião conjunta de todas as associações, entidades e organizações representativas da Enfermagem portuguesa, promovida pela Ordem dos Enfermeiros.
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Se o primeiro destaque é um marco importantíssimo que assinala o início do avanço daquele que é mais auspicioso projecto de reconhecimento de competências e desenvolvimento profissional já alguma vez concebido na nossa profissão (Modelo de Desenvolvimento Profissional - MDP*), o segundo é uma nota histórica sem precendentes.
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Num contexto como o actual, é compreensível e exigível - até! -, que a estratégias não sejam geradas de forma avulsa e isolada sem qualquer concertação ou simbiose de esforços e intervenções. 
Com 15 anos de existência da Ordem, e várias gerações de ideólogos e idiotas (atenção: são conceitos diferentes!), bem-falantes, de vacas gordas e muito desperdício lácteo, inclusive, é incrível como nunca ninguém tenha lançado os alicerces para uma conjunção da profissão!
Os mais "exigentes" poderão estar a questionar-se sobre se esta reunião reflectir-se-à num aumento salarial já para o mês que vem...
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* - parece mentira, mas há muita boa gente que não sabe nem faz a mínima ideia o que é o MDP...  isto é sensivelmente comparável a um grupo de jogadores de xadrez que quer ganhar o jogo desconhecendo as regras. Todavia querem ganhar a todo custo, de preferência já para o mês que vem...

domingo, Novembro 17, 2013

Regresso.



quinta-feira, Outubro 17, 2013

Finalmente... 4 horas para pensar!


Como era expectável, esta greve dos Enfermeiros está a decorrer sem consequência ou cedências por parte do Ministério da Saúde. 
Uma paragem de quatro horas (para "reunir e pensar" - dizem eles!) em alternância por área geográfica revelou-se (mais) um flop estratégico. Obviamente, não impulsionará qualquer sucesso negocial. O que fere a dignidade dos Enfermeiros é saber que os dirigentes deste sindicato reconhecem este facto, todavia promovem-no!!! É Inacreditável! Banalizam-se assim a greve como forma de luta e desgastam-se os Enfermeiros, afastando-os dos movimentos sindicais, esfumando as expectativas.
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O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (até ao momento) não revelou dados objectivos sobre as greves (níveis de adesão, por exemplo). A repercussão social e mediática foi muito próxima do nulo. A simpatia (ou antipatia) da opinião pública sobre esta reivindicação também não abona a favor da profissão (o SEP não teve perspicácia no tratamento da informação inerente). 
O caderno reivindicativo apresentado ao Ministério da Saúde é obsoleto (veio atrasado um década). Não há estratégia a médio/longo prazo. Não há inteligência. Não há nada. Apenas as míticas promessas do Coordenador Nacional, Enf. José Carlos Martins, regra geral, proferidas na calor do momento. 
Há uns anos (2009) afirmou que só por cima do "seu cadáver" é que os Enfermeiros não teriam direito a uma transição salarial. No fim, efectivamente, todos lhe passaram por cima (não se consubstanciou qualquer transição!). 
Há pouco tempo, entusiasmado, anunciou uma greve conjunta com a classe médica. Os médicos recusaram peremptoriamente!
Teremos de abanar bandeirolas até à exaustão?!

sábado, Outubro 05, 2013

É desta que o Ministério da Saúde vem abaixo!

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É desta, colegas! O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) está irredutível e mais pujante que nunca: "Enfermeiros em greve nacional entre 15 e 22 de Outubro"!
O plano de luta está definido no próprio site: faixas, marchas e autocolantes (se quiserem o apito, tem custos... é óbvio!). 
Já agora, participem nas "marchas por Abril" que estão em relevo no cabeçalho do site do SEP. A CGTP manda.
É a mãe das greves?! Não. É a vizinha da prima do meio-irmão da mãe das greves. É a pingar.
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Será uma greve faseada. Dia 15 a luta dos camaradas afecta dos Enfermeiros de Santarém, Lisboa, Setúbal e Madeira. Blá, blá, até ao dia 22, que afectará os colegas do Porto, Braga, Viana do Castelo, Vila Real e Bragança. E não é que este anúncio já tem repercussões nos serviços de saúde?! Está instalada a loucura das trocas - ninguém quer estar escalado nesses dias (daí o "afectados" em vez do "mobilizados")! Ah, não são greves de 24 horas, nem sequer do turno da manhã; são das 8 as 12 horas (excepto na Madeira, que engloba toda a manhã). Eu acho mal! Podia ser (sugestão): 15 minutos para a cardiologia, mais 15 minutos para a ginecologia, outros 15 para a neurologia, etc. e desses 15 minutos, metade poderiam fazer greve as Enfermeiras e outra metade os Enfermeiros!
Isto dividido por todos vai mais fácil. Caberia a cada um pouco mais do que 5 minutos de greve!
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O Ministro Paulo Macedo já cumpriu a formalidade que a cortesia exige, mas... não cederá. Quer dizer, depende. Se os autocolantes do SEP forem mesmo bons em termos gráficos, aí cede de certeza!!

Na verdade, há três considerações a tecer:

1 - Eu não vejo com olhos qualquer negociação no momento actual. Mesmo abrindo nova mesa negocial, a conjuntura sócio-económica é demasiado condicionadora. Portanto, os resultados finais (mesmo com boa vontade de ambas as partes) ficará muito longe do justo
A acrescer a este facto, depois do seu encerramento, só teríamos nova renegociação após uma década (para ser optimista). Ao contrário da perspectiva actual: início das conversações em 3 a 4 anos - menos penoso.

2 - A questão das 35 horas semanais. Continuo a insistir que esta investida do SEP vem atrasada 10 anos. Como tal, será muito difícil solucionar. Apenas resta uma opção: a inconstitucionalidade da medida. Pelos argumentos do SEP... a discussão é infértil.

3 - A greve que anunciada é fraccionada. É criticável pela falta de expressão. Se fosse longa, seria criticável (por muitos) pela sua extensão (com consequência nefastas para muitos orçamentos familiares). Portanto, os Enfermeiros já estão acostumados à escassez de boa medidas. Sou um adepto fervoroso das greves personalizadas: cada um faz como quer, por quanto tempo quiser. É claro que o sofá também conta.

terça-feira, Outubro 01, 2013

I Encontro Internacional de Enfermagem Militar

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Único nesta dimensão internacional, rico e interessante científica e tecnicamente. 
Jornada de entusiasmo e convicção pela valorização da Enfermagem como um todo, através da visibilidade conseguida para a Enfermagem militar!
Com a adesão e presença de colegas portugueses, americanos, espanhóis e brasileiros; e com o apoio da Associação Portuguesa de Enfermagem Militar e Ordem dos Enfermeiros. 

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Mais informações, aqui (programa, poster e ficha de inscrição). 

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Ler aqui.